Eletroválvulas e programadores de rega: automatizar sem complicar

Eletroválvulas e programadores de rega: automatizar sem complicar

Regar à mangueira ao fim do dia, quando há tempo e quando não nos esquecemos. Pedir ao vizinho que passe lá durante as férias. Voltar e encontrar o relvado com manchas amarelas.

Automatizar a rega resolve isto com duas peças simples: a eletroválvula, que abre e fecha a água, e o programador, que decide quando. Não é preciso obra, nem projeto, nem sequer eletricidade no jardim.

Resposta rápida: o que é preciso?

  • Uma eletroválvula por cada zona do jardim, instalada junto ao ponto de água.
  • Um programador que a comande. A pilhas de 9 V se não houver corrente no jardim, ligado à rede se houver.
  • Um sensor de chuva, opcional, para não regar em dias de chuva.

Um jardim pequeno resolve-se com um conjunto de programador e válvula. A partir daí, cresce por zonas, uma válvula de cada vez.

O que faz cada peça

A eletroválvula: a torneira que obedece

Uma eletroválvula é uma válvula que abre e fecha por comando elétrico em vez de manualmente. Fica permanentemente instalada na tubagem, dentro de uma caixa enterrada, e não pede manutenção regular.

Quem faz o trabalho é o solenóide, a peça cilíndrica no topo da válvula. Recebe o sinal do programador e é isso que abre a passagem de água.

A eletroválvula DV cobre a generalidade dos jardins domésticos. Existe em 3/4" e 1" a 24 V, para quem tem corrente disponível, e em 1" com solenóide de 9 V já incluído, para programadores a pilhas. Para instalações maiores ou com mais caudal, a eletroválvula PGA da Rain Bird tem construção mais robusta.

O programador: o cérebro

O programador de rega guarda os horários e envia o sinal às válvulas. É aqui que se define a que horas arranca a rega, quantos minutos dura e em que dias da semana. Depois de configurado, não se volta a mexer durante meses.

Para quem não tem eletricidade no jardim, que é a situação mais comum, o conjunto WP1 com eletroválvula de 9 V da Rain Bird resolve tudo de uma vez. Funciona com uma pilha alcalina de 9 V e é IP68, ou seja, completamente estanque: pode ficar dentro da caixa de válvulas mesmo que esta encha de água. Permite até 8 arranques por dia e tempos de rega de 1 minuto a 12 horas.

O sensor de chuva: o acessório que se paga sozinho

Um programador sem sensor rega na mesma no dia em que está a chover. É irritante de ver e é dinheiro a escorrer pelo passeio.

Um sensor de chuva RS-BEx interrompe o ciclo quando deteta precipitação e liberta a rega quando seca. Liga diretamente à maioria dos programadores, incluindo os autónomos a pilhas. Entre as chuvas de primavera e as trovoadas de fim de verão, são muitas regas evitadas por ano.

Como se liga tudo

A ordem é sempre a mesma, seja o jardim grande ou pequeno:

Do ponto de água à planta

  1. Ponto de água: torneira exterior, furo ou depósito.
  2. Proteção contra o retorno de água, quando a origem é a rede pública.
  3. Filtro, sempre que houver gota a gota a seguir.
  4. Eletroválvula, uma por zona, em caixa enterrada.
  5. Tubagem até à zona a regar.
  6. Emissores: aspersores, pulverizadores ou gotejadores.

O programador fica fora deste percurso. Não passa água por ele, liga-se apenas ao solenóide de cada válvula por cabo. Na prática, é a única parte elétrica de toda a instalação.

Sobre o ponto 2: o regulamento nacional das redes prediais exige que o abastecimento seja feito sem risco de contaminação da água potável. Como os emissores de rega ficam em contacto com solo e adubos, é preciso prever proteção contra o retorno. Confirme a solução exigida com a entidade gestora do seu município.

Dividir o jardim em zonas

Uma zona é um grupo de emissores comandado pela mesma eletroválvula. As zonas regam umas a seguir às outras, nunca ao mesmo tempo, e é por isso que dividir resolve os problemas de pressão sem obrigar a mexer na canalização.

A regra é simples: na mesma zona só entram plantas com necessidades parecidas e emissores do mesmo tipo. Nunca misture gota a gota com aspersão na mesma válvula, porque os débitos são completamente diferentes e uma das partes vai ficar sempre mal servida.

Zona Emissor adequado Frequência típica no verão
Relvado Aspersores ou pulverizadores 2 a 3 vezes por semana, regas longas
Canteiros e sebes Gota a gota 2 a 3 vezes por semana
Horta Gota a gota Diária ou dia sim, dia não
Vasos e floreiras Gota a gota com microtubo Diária, ciclos curtos

 

Um sinal claro de que uma zona está sobrecarregada: os aspersores mal rodam ou o jato fica fraco. Nesse caso não é preciso aumentar a pressão, é preciso repartir os emissores por duas válvulas.

Onde se poupa mesmo a água

A poupança vem de dois lados que se somam.

O primeiro é o método. No gota a gota a água vai diretamente à raiz e o aproveitamento anda na ordem dos 90%. Na aspersão fica-se por cerca de 70% a 75%, porque há perdas por evaporação e por vento. Sempre que a planta permitir, gota a gota. Um gotejador autocompensante de 4 L/h mantém o mesmo débito do princípio ao fim da linha, mesmo com desnível no terreno.

O segundo é a hora. Regar de madrugada, entre as 4h e as 7h, evita a maior parte da evaporação, aproveita a pressão mais estável da rede e deixa a folhagem secar com o nascer do sol, o que reduz doenças por fungos. É a melhor altura para regar e é a altura em que ninguém está disposto a fazê-lo à mão.

Uma nota sobre relvado: menos regas e mais longas é melhor do que muitas regas curtas. Cinco minutos por dia molham dois centímetros de solo e criam relva de raiz superficial, que amarelece ao primeiro dia de calor. Regas mais demoradas obrigam a raiz a descer.


Com ou sem eletricidade no jardim

É a primeira decisão a tomar e a mais fácil de todas.

Programador a pilhas (9 V) Programador com corrente (24 V)
Precisa de eletricidade Não Sim
Onde se instala Na própria caixa de válvulas Garagem, arrecadação ou parede protegida
Melhor para Jardins pequenos e médios Instalações com muitas zonas
Manutenção Trocar a pilha uma vez por ano Praticamente nenhuma

 

Regra prática: se levar corrente até ao jardim implicar obra, vá de pilhas. A diferença de fiabilidade hoje é pequena e evita um trabalho caro.

Se já tem válvulas instaladas e só quer trocar para um programador a pilhas, na maioria dos casos basta substituir a bobina. Temos solenóide de impulsos de 9 V e solenóide para válvulas PEB, EFB e PGA em separado.

 

5 erros comuns

  1. Misturar gota a gota e aspersão na mesma válvula. Uma parte fica encharcada, a outra fica seca.
  2. Instalar gota a gota sem filtro. As passagens são muito finas e entopem, sobretudo com água de furo. Um filtro de cartucho é barato e evita o problema mais chato de todos.
  3. Enterrar as válvulas sem caixa. Poupa meia hora na instalação e custa meio dia na primeira avaria.
  4. Programar e nunca mais lá voltar. As necessidades de água em abril não são as de agosto. Reveja os tempos duas ou três vezes por ano.
  5. Deixar as ligações elétricas mal isoladas. Use conectores estanques. Uma emenda dentro de uma caixa que enche de água é a causa mais frequente de zonas que "deixaram de funcionar sozinhas".

Material para começar por uma zona

O que está no site é só uma parte do que temos em armazém.

Programadores de torneira, programadores de várias estações, caixas de válvulas e muito mais não estão publicados na loja online. Diga-nos o tamanho do jardim e o que pretende regar, e ajudamos a definir as zonas e o material necessário.

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre eletroválvula e programador?

A eletroválvula abre e fecha a passagem de água. O programador é o comando que lhe diz quando o fazer. São peças distintas e complementares: sem válvula não há rega automática, sem programador não há automatismo.

Preciso de eletricidade no jardim?

Não. Um programador autónomo a pilhas de 9 V, com uma eletroválvula de solenóide de impulsos, funciona sem qualquer ligação à rede elétrica e pode ficar dentro da caixa de válvulas.

Quanto tempo dura a pilha?

Com uma pilha alcalina de 9 V de boa qualidade, tipicamente uma época de rega. Convém trocá-la todos os anos no início da primavera, mesmo que ainda pareça boa.

Quantas eletroválvulas preciso?

Uma por zona. As zonas definem-se pelo tipo de plantação e pelo tipo de emissor, não pela área. Um jardim com relvado, sebe e vasos precisa normalmente de três.

Posso ligar a rega a um furo ou a um depósito?

Sim, é muito comum. Nesse caso o filtro deixa de ser opcional e é preciso confirmar que a bomba dá pressão suficiente para os emissores escolhidos.

E no inverno?

Na maior parte do país o risco de gelo é baixo. Em zonas de interior com temperaturas negativas, drene as linhas expostas e retire a pilha do programador se este ficar meses sem uso.

Em resumo

Automatizar a rega não é um projeto complicado. É pôr uma eletroválvula em cada zona do jardim e um programador a comandá-las, com um sensor de chuva a evitar o desperdício óbvio. Ganha-se o tempo que se passava com a mangueira e poupa-se a água que se perdia a regar à hora errada.

Comece pela zona que mais lhe custa manter e cresça a partir daí. Veja a gama de rega e jardim da Momel, com eletroválvulas, programadores, solenóides, sensores, aspersores, gotejadores e tubagem. E lembre-se: se não encontrar o artigo que procura no site, temos muito mais em loja.

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